sábado, 26 de fevereiro de 2011

Que sejas de mim

Que sejas de mim;
Uma aberração nascida,
O ser grotesco que rasteja,
A palavra de amor esquecida,
Ou um pensamento que lampeja,
Que sejas de mim;
O rapaz que nunca mais sorriu,
Ou a flor que jamais se abriu,
Mesmo o barco que nunca partiu,

Que sejas de mim como num momento;
Feito os panos molhados ao vento,
E a terra que sempre os toca,
Feito folhas secas ao relento,
Feito leito de deitar dormir,
Como em um justo momento,cair
Feito sonho de um dia existir,
Como a ti, tocar-me aqui e agora;
Feito o triste acabar de uma história
Feito a pena presa na memória
E o poema que não quer sair
Mesmo que resista a insistir
Para o amor que já tem de ir embora
Que sejas de mim, como tudo que um dia acaba,
E renasce sem haver um fim, como um dia belo ao jardin,
Ou como um susurro de minha alma.

Papillon...

Mórbido é o silêncio....
Escondido em um olhar...
Tristes os lábios choram...
Sem poder ouvir..
O vento assovia frio...
E cortante vem....dando o último aviso.
Ouvindo mentiras...
Contadas sem dor...
Na ignorância do ser-humano...
Não se sabe se é amor...
Impossíveis prazeres mundanos...
Entre choros, gritos e risos...
Felizes, tristes... e amedrontados...
Correm com medo...da sombra...
Loucos...sentem as unhas cortando...
A pele sofrida...sangrando entre...
Flores...banhadas em carne viva.