terça-feira, 27 de setembro de 2011

Desgosto....

E então... a velha senhora, espiando pela janela,
Profere seu cântico à lua.

Vinde bela lua, vinde aqui e agora!
Põe-te lá ao céu, põe-te sem demora!
A estrela apagou, e a terra chora...
Vamos! companheira, vamos! te apressas!
Pois já está tarde, pois a hora é essa!
Não demores muito, vamos por favor...
Noite sem luar, é somente horror...
Meus olhos cansados... só servem para ver,
O formoso brilho, com que me iluminas.
Agora estou velha! mas já fui menina;
E nunca esqueci... de como me alegra,
Ver a ti subir... cheia e amarela!
Ilumina os bosques , ilumina as praias
Faz sorrir os tristes, faz cantar as almas...
Quanto tempo tenho... digo-te não sei...
Mas tenho certeza, que com tua beleza, em mente morrerei.
Vinde bela lua, vinde aqui e agora!
Põe-te lá ao céu, põe-te sem demora...

A lua tentava brilhar com toda sua força, desejando que quela noite nunca chegasse.
Mas um eclipse importuno emcobria seu brilho...
A voz da senhora ficava cada vez mais distante, até que a lua não pôde mais ouvir.
E então ela chorou...  jurando que nunca mais brilharia... e até hoje é assim.

Pesadelo

Sangue em lábios...
Unhas em carne....
Prazer.... através de toda a dor!
Sodomia e lúxuria,

Copos desesperados dançam macabramente;
Arrastando-se por corredores sujos...
Mais uma atordoada mente grita!

Abrem-se os olhos do corvo
Corpos multilados...
Seres confinados...
Gritos abafados...
Gestos descuidados...





Não se pode mais acordar...
Não se pode mais acordar...





Nunca mais...